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sábado, 3 de maio de 2014

FESTA AO PADROEIRO SÃO JOSÉ, ...RESGATANDO UMA TRADIÇÃO

 

A partir deste ano, nossa comunidade paroquial está resgatando uma tradição que ocorria há muitos anos atrás. Muito antigamente a quermesse alusiva a São José ocorria durante o mês de março, já que o dia do Padroeiro é 19 de março, que geralmente ocorre num período litúrgico muito forte que é a quaresma, onde se priorizava a interiorização e a meditação sobre os mistérios de Jesus Cristo, e, portanto toda atividade que fugisse disso não era vista com bons olhos. Nossa comunidade paroquial naquela época houve por bem transferir a festa do Padroeiro para o mês de setembro já que o dia do aniversário de fundação da paróquia é 21 de setembro. Por isso que quando se fala de quermesse alusiva ao Padroeiro, isso nos remete sempre ao mês de setembro, passando para a nossa história paroquial a Festa de Setembro alusiva também ao nosso Padroeiro São José.

A partir desse ano, portanto, passaremos a comemorar as festividades de São José, inclusive com quermesse no mês de março, após a elaboração de roteiro completo de suas atividades incluindo na parte religiosa a parte festiva, a quermesse propriamente dita, que tão bem faz, pois une as pessoas, fortalece os laços de amor e de amizade. E temos ainda a mais plena certeza de que comemorar São José, com festa ou quermesse, não prejudica em nada a nossa caminhada quaresmal rumo à Páscoa.

Neste ano as atividades da Festa do Padroeiro de nossa Paróquia ocorreram no período de 16 a 23 de março p.p., com extensa programação religiosa e festiva:clip_image004

A abertura se deu com Celebração Eucarística no dia 16 de março, domingo, às 10:00 horas, na Igreja Matriz. Logo após, às 11:00 horas, o que esperamos se torne também uma tradição desta Festa, no recinto da SERBEN LEILÕES LTDA, aconteceu o Leilão de São José, com almoço de confraternização.

Às 19:00 horas deste dia iniciamos na Igreja Matriz o Tríduo de São José, celebrado pelo padre Eduardo Malaspina da paróquia São Nicolau de Flue da cidade de São Carlos. Dia 17 o segundo dia do Tríduo foi celebrado pelo padre Daniel Valentim Tezore, pároco da nova paróquia Santa Clara em Jaú. No terceiro e último dia nosso Tríduo foi celebrado pelo padre Luciano Fernandes de Paula da paróquia Nossaclip_image002 Senhora Aparecida da cidade de Barra Bonita.

Dia 19 de março, quarta-feira, Dia de São José, às 07:00 horas na Igreja Matriz Celebração Eucarística, e às 16:00 horas procissão e benção do já tradicional Bolo de São José.

As atividades deste ano também incluíram uma parte cultural com a exibição no cinema da Casa da Cultura de Torrinha, na 5.ª feira, às 19:30 horas, do filme José, o Pai de Jesus, mostrando a educação recebida por Jesus da parte de seu pai adotivo São José, que encantou a todos os que lá compareceram, e que levou a Direção da Casa da Cultura a exibição de mais projeções nos dias subsequentes.

Dia 22, sábado, a partir das 14:00 horas, sob a supervisão das Pastorais dos Coroinhas e Acólitos e da Juventude, sensacional tarde da sobremesa, muito concorrida por sinal.

clip_image006Dia 23, domingo, marcou o encerramento da FESTA DO PADROEIRO SÃO JOSÉ. Às 10:00 horas na Igreja Matriz o encerramento da parte religiosa com solene missa de encerramento das Festividades do Padroeiro São José.

As 12:00 horas no RE-Canto do Gallo sensacional Show de Prêmios com o já também tradicional Almoço de São José.

Queremos nesse momento agradecer a todas as pessoas que de uma maneira ou de outra envidaram seus esforços para que esse resgate realmente acontecesse, e rogamos a Deus, por meio de São José, para que Ele derrame suas copiosas bençãos sobre aquelas pessoas que deram o seu trabalho para a realização das festividades deste ano, e a você que principalmente participou de todas essas atividades em louvor ao nosso Padroeiro São José.

São José, rogai por nós!

Leda Aparecida & José Eugênio – PasCom

Maio, mês de Maria

 

clip_image002Maio é um mês especial. É o mês de Maria, a Mãe de Jesus.

Um dia, numa pequena casa de Nazaré, um anjo apareceu para uma jovem e virgem, para dizer-lhe que Deus a escolhera para ser a Mãe do Salvador. Ela assustou-se e disse que ainda nem era casada e isso não podia acontecer. Seu nome era Maria.

Mas Deus em seu plano de amor a fez sua mãe.

O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi a de um ser humano semelhante à nossa, com as devidas diferenças, dentre elas, Maria foi concebida sem pecado, não teve o pecado original, o qual todos nós seres humanos tivemos.

Maria também passou por sofrimentos, preocupações, trabalhos, exatamente como nós.

Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em suas vestes douradas, mãos postas, glorificada. Mas... nos esforcemos para também vê-la de avental, cozinhando, lavando, como nós e mais ainda, cuidando carinhosamente de seu Filho Jesus: “Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar...”

Se todas as mães merecem ter um dia para serem carinhosamente lembradas e homenageadas, com certeza a Mãe de Deus, que, no Calvário, na Cruz, nos foi dada por mãe por seu próprio Filho Jesus, bem merece ser lembrada e homenageada por um mês inteiro.

A origem do mês de maio como mês de Maria, é decorrente de muitas festas e divertimentos, de um período antigo e de heranças européias.

No mundo pagão, acontecia a Florencia, uma grande festa em honra da deusa Flora Mater, como a deusa da vegetação. Na Europa estas festas ainda são celebradas em diversos países, para homenagear o reflorestamento da natureza, visto que neste período é a Estação da Primavera.

No mundo cristão, como tentativa de corrigir os excessos de grande e muitas festas, a partir do século XVIII, a figura de Maria começa a ser cultuada no mês de Maio. Aos poucos o mês vai tomando um aspecto mariano, começam a surgir práticas devocionais no sentido de homenagear a Virgem Santíssima e, no século XVIII, surge a publicação de obras como a do padre jesuíta Dionisi, considerado o iniciador do mês mariano no sentido moderno.

É importante lembrar que o mês de maio é dedicado a Maria apenas no Ocidente, pois para a Igreja do Oriente, o mês mariano é agosto, quando se celebra a Festa da Dormição de Nossa Senhora (Assunção de Nossa Senhora)

Maio, mês de Maria, é convite para olharmos o céu em homenagem à Mãe de Deus e Mãe de todos nós, seus filhos e filhas. A ela todo nosso respeito e carinho.

Carmen Bonine - PasCom

Padre Anchieta é declarado Santo

 

Na manhã de quinta-feira, 03 de abril, o papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Ângelo Amato. Depois de ouvir o relatório sobre a vida e a obra do “Apóstolo do Brasil”, o pontífice assinou o decreto de canonização do missionário jesuíta.

clip_image002[5] São José de Anchieta, como passa a ser chamado, também é declarado, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como padroeiro dos catequistas.

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, destaca a importância da vida e missão de São José de Anchieta que optou por uma catequese acessível e aculturada, utilizando da poesia, do teatro e de recursos próprios da época.

“Ele é um modelo de evangelizador e missionário de todos os tempos e todas as épocas. Nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve ser inculturado, levando em conta a cultura das pessoas ao qual se destina”, disse dom Damasceno.

O primeiro pedido de canonização do padre Anchieta foi feito há exatos 417 anos.

Em outubro de 2013, a CNBB solicitou ao papa Francisco para que analisasse o processo. O pontífice respondeu positivamente ao pedido. “Nos alegramos em ter mais santo de coração brasileiro, a interceder junto de Deus por nós, pela nossa Igreja e por todo o Brasil”, disse o cardeal.

História
Nascido na Espanha em 1534 (Ilha das Canárias), Anchieta estudou em Portugal. Aí conheceu e ingressou na Companhia de Jesus aos 17 anos. Ainda noviço, foi enviado ao Brasil pelo próprio Santo Inácio de Loyola quando tinha apenas 19 anos. Aqui, uniu-se ao padre Manoel da Nóbrega e outros jesuítas para ajudar na evangelização.

Em sua missão evangelizadora, padre Anchieta destacou-se no trabalho com os indígenas a quem catequizava recorrendo à dramaturgia e à poesia. Com esse método, tornava a catequese agradável e facilitava o aprendizado e a memorização. Em suas peças teatrais, identificava o mal, o injusto com os seres espirituais que levavam os indígenas à vingança e a outras ações contrárias ao Evangelho. O belo, o bem e a alegria, por sua vez, eram identificados com os anjos.

A dificuldade que os jesuítas encontravam na missão por causa da língua dos indígenas foi resolvida com a gramática Tupi-guarani, que padre Anchieta escreveu - “Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595. É autor também de outras obras importantes como “Os feitos de Mem de Sá”.

Coragem também não lhe faltava. No confronto dos portugueses com os tamoios, que queriam destruir a colônia São Vicente, em 1563, Anchieta se oferece como refém dos índios, em Iperoig (hoje, Ubatuba), assegurando as negociações de paz. Nessa condição, ficou durante seis meses entre os tamoios. Foi nessa época que compôs o famoso “Poema à Virgem”. Não hesitou também em defender os índios da tentativa de escravização pelos colonizadores portugueses.

A missão o fez andar por quatro estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, onde foi ordenado padre com 32 anos (em Salvador), e Espírito Santo. Em todos se sobressaiu pela evangelização, mas também pela educação. O primeiro colégio dos jesuítas na América, por exemplo, Colégio São Paulo de Piratininga, foi fundado com a participação de Anchieta, logo que chegou ao país.

Sua profunda espiritualidade e a riqueza de carismas que possuía, apesar de tão jovem, atraíram para junto da obra um número sempre crescente de famílias que fez com que, mais tarde, surgisse o povoado, a vila, a cidade e hoje a grande metrópole de São Paulo. É, por isso mesmo, reconhecido como um dos fundadores da capital paulista. Já no Rio de Janeiro, dirigiu o Colégio dos Jesuítas por três anos (1570-1573). No Espírito Santo, fundou a aldeia de Reritiba (hoje, Anchieta), onde morreu no dia 9 de junho de 1597.

O exemplo e o testemunho do padre Anchieta são inspiração aos evangelizadores de hoje, desafiados a falar à mente e ao coração das pessoas de modo a levá-las ao encontro pessoal com Jesus Cristo. Sua criatividade no anúncio do evangelho aos indígenas, recorrendo ao teatro e à poesia, interpela-nos quanto aos métodos que usamos nos tempos atuais na nossa missão evangelizadora. Revela-nos a urgência de uma evangelização inculturada num país marcado pela pluralidade cultural e étnica.

Recordando a vida e o legado do padre Anchieta, a Igreja pode tirar, pelo menos, três lições: 1. O compromisso com a evangelização dos que ainda não fizeram a experiência do amor de Deus em suas vidas ou dele tenham se afastado; 2. A defesa da vida e dos direitos das populações que os têm ameaçado, especialmente os indígenas que, ainda hoje, lutam para manter sua cultura e tradição; 3. A presença no mundo da educação de modo a ser sinal da mensagem libertadora do Evangelho.

São José de Anchieta interceda pelo Brasil! Amém!

Site CNBB

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Páscoa da Ressurreição

É para a liberdade que Cristo nos libertou. Estas palavras da CF/2014 lembram que a Igreja é a realização histórica do Cristo libertador.

De fato, para cumprir a vontade do Pai Eterno, o Senhor Jesus se entregou na cruz, morreu e ressuscitou gloriosamente, para assumir a nova e eterna aliança entre Deus e a humanidade, oferecendo a todos um novo modo de viver e conviver.

Pelo batismo, cada cristão, com seus dons, é inserido na nova e eterna aliança em Cristo e assume o compromisso em duas dimensões: vertical, com Deus e horizontal, com a família, com a comunidade e com a humanidade. É o compromisso de vivência da Palavra da Salvação, libertadora, que inclui os Mandamentos divinos, fonte de vida nova e de paz, anunciados pelo ministério e pelas pastorais da Igreja do mundo inteiro; compromisso esse de amor às pessoas da família, da comunidade e da humanidade testemunhado pela prática das boas obras cristãs, de serviço, de perdão das ofensas, cooperação, compreensão, solidariedade, para a construção do Reino Universal, do qual Cristo é o Rei eterno, oferecido a todos.

Como nós estamos vivendo esses compromissos? Façamos nosso exame de consciência.

Somos todos convidados a renovar, cada dia, os compromissos de fidelidade e amor à Palavra da Vida que nos liberta das prisões psíquicas, psicológicas, morais, sociais e outras que tentam atrapalhar nossa caminhada rumo ao verdadeiro destino, o Céu.

Pelo fiel testemunho da fé, cada um de nós é um continuador da obra redentora do Cristo presente e atuante no mundo. pela força da Palavra e da Graça sacramental, o Senhor continua em nós operando milagres de transformação da Natureza Humana nas pessoas que acolhem a mensagem libertadora e exercem sua vocação missionária na construção do reino e de justiça, de amor e de paz na família, na comunidade e na humanidade.

Tomemos consciência da nossa dignidade e responsabilidade, como filhos de Deus, chamados à cooperação na obra da construção do bem comum, colocando nossos dons a serviço dos irmãos

Feliz Páscoa da Ressurreição a todos!

Bruno Valencise – Pastoral Familiar

sábado, 31 de agosto de 2013

Mês da Bíblia

clip_image002O ano de 2013 será fecundo em oportunidades que podem nos proporcionar experiências significativas de fé. Em meio ao clima de memória e resgate do Concílio Vaticano II, no jubileu dos 50 anos, nos vem a graça da proclamação do Ano da Fé. Além disso, em nosso país, a Jornada Mundial da Juventude nos desafiou a um espírito missionário diante da provocante realidade de valores plurais que os jovens de hoje estão expostos.

Neste contexto, a proposta do mês da Bíblia deste ano poderá ser uma ocasião muito favorável para quem deseja “guardar todos esses fatos em seu coração” como a primeira discípula Maria. O Tema “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Lucas” dará continuidade a temática do ano passado sobre o Evangelho de Marcos. E acrescentará uma grande colaboração em termos de reflexão devido a grande originalidade que o evangelista Lucas imprime à experiência de Jesus vivida pelas primeiras comunidades cristãs que ele acompanhou. O lema: “Alegrai-vos comigo, encontrei o que tinha perdido!” (Lc 15) quer ressaltar a alegria, uma das características essenciais do discípulo que caminha, como ressuscitado, com o Mestre.

Ao nos brindar com a Exportação Apostólica Dei Verbum sobre “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja”, o Papa Bento XVI nos chama a atenção, de modo especial, sobre a importância da alegria que os discípulos de Jesus são convidados a irradiar. Inicia e conclui o documento colocando em destaque o tema da alegria. No parágrafo 2 da Exportação, intitulado “Para que a nossa alegria seja perfeita”, o Papa faz o seguinte apelo: “Exporto todos os fiéis a redescobrirem o encontro pessoal e comunitário com Cristo, Verbo da Vida que se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que o dom da vida divina, a comunhão, se dilate cada vez mais pelo mundo inteiro. Com efeito, participar da Vida de Deus Trindade de Amor, é a alegria completa (cf. 1Jo 1,4)”. E concluindo o documento, no parágrafo 123, chamado “A Palavra e a alegria”, o Papa diz essas palavras emblemáticas: “O anúncio da Palavra cria comunhão e gera alegria [...]. Trata-se da alegria como dom inefável que o mundo não pode dar. Pode-se organizar festas, mas não a alegria. Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5,22), que nos permite entrar na Palavra e fazer com que a Palavra divina entre em nós e frutifique para a vida eterna. Anunciando a Palavra de Deus na força do Espírito Santo, queremos comunicar também a fonte da verdadeira alegria, não uma alegria superficial e efêmera, mas aquela que brota da certeza de que só o Senhor Jesus tem palavras de vida eterna(cf. Jo 6,68)”.

Tudo isso nos motiva para vivermos com muita intensidade a experiência do mês da Bíblia e a renová-la a cada ano. Fica então aqui o convite a toda nossa comunidade a participar dos encontros destes estudos no mês da Bíblia, nos dias 16, 23 e 30 com início as 19:30h no centro de pastoral, e que o Evangelho de Lucas, que também nos acompanha o ano todo por meio da liturgia, nos proporcione vivências marcantes para fazer o Reino de Deus crescer em nós e entre nós.

Pe. Carlos Menezes Junior

Fonte: Do livro de estudos para o mês da Bíblia 2013 - CNBB

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

clip_image002Em sintonia com toda a Igreja do Brasil, nossa comunidade celebrou de 11 a 17 de agosto p.p. a 23.ª SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA, com o lema “A TRANSMISSÃO E A EDUCAÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FAMÍLIA”, cujo intuito foi tratar da responsabilidade do papel dos pais perante a família e, principalmente perante os filhos, dentro da realidade individualista que vivemos, e que na maioria das vezes tornam relativos os juízos e os valores morais.

O principal desafio que a família de hoje deve estar atenta na educação cristã dos seus filhos não é religiosa, mas antropológica, a maneira, a visão, a concepção, de como o mundo encara e entende o ser humano, o relativismo que nos impõe que não existe uma verdade única e objetiva, geral para todos sobre quem é o ser humano, e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. Torna-se evidente um individualismo em que cada um faz o quer e como quer.

Esse individualismo e esse relativismo querem também nos incutir que não existe um Deus comum a todos, cada um cria e se relaciona com seu próprio Deus, e que tampouco existem verdade única, normas éticas e valores permanentes. Cada um pode e deve acreditar e fazer o que é melhor para si mesmo na construção de sua felicidade, pois eu sou a minha própria verdade e o meu próprio caminho. E, em assim sendo, os juízos sobre os valores morais, isto é, sobre aquilo que é bom ou que é mau, sobre o que se deve fazer ou que se deve omitir, não podem proceder de um arbítrio individual O ser humano, no mais profundo da sua consciência, descobre a presença de uma lei que ele não dita a si mesmo e à qual deve obedecer. Esta lei foi escrita por Deus no seu coração, de modo que, além de aperfeiçoar-se com ela como pessoa, será de acordo com esta lei que Deus o julgará pessoalmente.

Diante dessa realidade relativista e condicionante, a família tem hoje a inevitável tarefa de transmitir aos seus filhos a verdade sobre quem é a pessoa humana e como essa pode atingir a satisfação de todas as suas necessidades. Hoje é de capital importância conhecer e compreender para poder educar os filhos nesse sentido de que existe um Deus pessoal e bom, que criou a sua imagem e semelhança o homem e a mulher com igual dignidade, mas diferentes e complementares entre si, e deu-lhes a missão de gerar filhos, mediante a união indissolúvel de ambos em uma só carne, pelo sagrado vínculo matrimonial.

A família, em sintonia com a Igreja e, mais em particular, com o Papa, os bispos e os padres, colabora com que as pessoas desenvolvam alguns valores fundamentais que são imprescindíveis para formar cidadãos livres, honestos e responsáveis, por exemplo, a verdade, a justiça, a solidariedade, a partilha, o amor aos outros e por si mesmos, a tolerância. Uma mesa que prepara a mesa da Eucaristia, em que todos compartilham os mesmos alimentos. A criança vai incorporando assim critérios e atitudes que o ajudarão mais adiante nesta outra família mais ampla que é a sociedade.

A abertura dessa Semana, tão significativa para todos nós, aconteceu na Missa das 19:00 horas, na Igreja Matriz, no dia 11 de agosto, que contou com a presença da comunidade, representados pelos coordenadores de setor e zeladores, os quais receberam imagens da Sagrada Família, velas e água, abençoadas naquela celebração, que percorreram as casas dos setores durante o mês de agosto.

A segunda-feira, dia 12, foi reservada para um encontro em família. Escolhida uma casa do setor, nos reunimos para rezar e meditar sobre as nossas famílias e seu papel fundamental na formação da nossa sociedade e enxergar em nossos filhos uma benção de Deus em nossos lares e o futuro da Igreja, a fim de torná-los verdadeiros missionários, conforme nos lembrava Sua Santidade, o Papa Francisco, quando da Jornada Mundial da Juventude realizada na cidade do Rio de Janeiro no final do mês de julho p.p., “ide, fazei discípulos entre todas as nações...”

Se é que assim possamos dizê-lo: “nunca a família precisou tanto assim de Deus”. Na modernidade desse mundo, em que a família é pressionada de todos os lados, com o intuito de dizimá-la, e já não vemos mais a família como instituição perene, querida e amada por Deus, nossas famílias se reuniram na terça-feira, dia 13, na Igreja Matriz e nas Capelas urbanas e rurais para uma Vigília Eucarística das Famílias, na qual pedimos a Jesus Eucarístico para que nos torne pais e pastores, e que nas nossas famílias o amor seja o laço a nos unir, o respeito seja a maneira com que nos relacionamos e que a sua Palavra e os seus preceitos sejam os principais ensinamentos em nossos lares.

Abordando o tema: Família, educação e fé, o Professor Luís, da Comunidade Católica Querigma, de São Carlos, juntamente com sua esposa, na quarta-feira, dia 14, no Auditório, Pe. Fiore, sob intenso frio, nos discerniram que é possível mudar o mundo para melhor, basta que o queiramos, e que fazendo a nossa parte isso é totalmente viável e possível.

Celebramos na quinta-feira, dia 15, nas casas de cada setor da comunidade a Palavra de Deus. Presidida por um casal da comunidade, à luz da Palavra de Deus celebramos a Sagrada Família de Nazaré, que é modelo de família, e cujos membros, Jesus, Maria e José, são modelos para pais, mães e filhos

Sem dúvida alguma, o ponto alto, o ápice desta Semana, aconteceu na Igreja Matriz, dia 16, sexta-feira, onde as crianças, adolescentes e jovens de nossa catequese paroquial brindaram as nossas famílias com o AUTO DAS FAMÍLIAS, tendo como subsidio algumas passagens bíblicas, atualizadas em forma teatral, mostrando a Sagrada Família de Nazaré e as situações comuns pelas quais passou, e como essas dificuldades foram superadas, porque trazia dentro de si a presença de Deus.

O encerramento, tal qual sua abertura, deu-se na Igreja Matriz, no sábado, dia 17, às 19:00 horas, com belíssima Celebração Eucarística, em louvor e ação de graças, pelo êxito desta importante semana para todos nós.

Deus seja louvado em nossas famílias.

Leda e José Eugenio - Pastoral Familiar

quarta-feira, 31 de julho de 2013

“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16).

clip_image002Estamos no mês de agosto, um mês muito rico para a nossa vida em geral. É rico para a nossa vida familiar porque comemoramos o Dia dos Pais e temos a Semana da Família.

É rico para a vida eclesial, pois temos grandes solenidades como a Transfiguração do Senhor, a Assunção de Nossa Senhora e Nossa Senhora Rainha. Celebramos grandes nomes da Igreja como Santo Afonso, São Lourenço, padroeiro dos diáconos, Santa Clara, tão querida do nosso povo, Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e que nos recorda a missão continental, o martírio de São João Batista, Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, a quem recordamos pelo amor ao seu filho e suas lágrimas pela sua conversão.

Recordo, ainda, o grande São João Maria Vianney, o Cura d’Ars. Ele é o padroeiro dos nossos padres e sua memória é a grande motivação para que o mês de agosto seja o mês V ocacional.

Neste mês, pensamos na vocação dos leigos e leigas, chamados a servir ao Reino de Deus através da sua índole secular, ou seja, sendo fermento na massa, sal da terra e luz do mundo em todos os ambientes em que vivem, ou seja, ambiente familiar, escolar, social, profissional, eclesial, no lazer, etc. Pelo testemunho dos leigos e leigas, muitas pessoas são motivadas a crer em Jesus Cristo, que nos leva à conversão e à participação na comunidade eclesial e na ação evangelizadora da Igreja, como discípulos e missionários.

Refletimos também sobre a vocação religiosa, a vocação daquelas pessoas que procuram seguir Jesus e à Igreja pela vivência dos conselhos evangélicos: obediência, pobreza e castidade, na vida comunitária e no serviço a Deus e aos irmãos e irmãs, através da missão específica da ordem ou da congregação religiosa. Gostaria de pedir a sua atenção para a vocação sacerdotal. Todos nós sabemos da necessidade e da falta que temos de padres no nosso país, não apenas nas áreas missionárias mais distantes da nossa pátria, mas também, nas grandes cidades que crescem assustadoramente e o número de padres não acompanha este crescimento, com graves conseqüências para o povo de Deus, como a dificuldade para a participação na vida da Igreja, em especial nos sacramentos, a falta de acompanhamento espiritual e a pouca presença da Igreja nas grandes e graves questões que marcam a nossa época. Precisamos rezar, e rezar muito, para que tenhamos mais padres, e também para que os nossos padres sejam cada vez mais santos, fiéis a Jesus Cristo que os chama, e à missão que lhes é confiada.

Vocação é um chamado do Senhor. É Deus quem chama e envia. A iniciativa é toda de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes mas eu vos escolhi e vos designei para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16).Deus quando chama, Ele leva em conta toda a sua pessoa, a começar pelo nome, passando pela sua família e pela sua história. Nada fica de lado em sua vida. Quando Deus chama, Ele mesmo o capacita para aquilo para o qual está o chamando. Por isso, não precisamos ter medo porque a iniciativa é toda do Senhor. A nossa parte é responder dizendo “sim” e nos colocando inteiramente à disposição d’Aquele que nos chama.

A vocação afeta a pessoa no mais profundo do seu íntimo e quando somos afetados por esse chamado não temos como dizer “não”; a nossa resposta sempre será “sim”! "Deixei-me seduzir..."

Todos nós fomos escolhidos, chamados por Deus para uma missão. A Palavra diz que Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis e os designou e os preparou para uma missão específica, a de levar a Sua Palavra por todo o mundo (cf. Mc 3, 13-19). Mas Deus não nos chama só para isso. Há lugar para todos em Seu Reino. Existem os que pregam, os que se dedicam somente às famílias, os que defendem a pátria. Enfim, é infinita a missão de Deus. O Senhor conta com corações abertos para colaborar com Ele nessa linda companhia.

Qual é a sua missão? A que você é chamado hoje? Não diga que aquilo que faz hoje não é um chamado; não é uma missão! Não diga que você não é capaz; porque quem nos capacita é Deus. O chamado foi um presente d’Ele aos discípulos e na Palavra não está escrito que eles estavam capacitados para a missão que iriam receber. Ao contrário, todos corriam o risco de fracassar, de não dar conta; mas, o segredo está em confiar e se abandonar nas mãos d’Aquele que chama, capacita e envia. Quem é chamado recebe a autoridade espiritual e o conforto da presença constante do Senhor.

Creia! Você também foi escolhido por Deus para uma missão e precisa investir nela. O Senhor o conhece e conhece a missão que escolheu para você, conhece seu potencial e também suas limitações. Não são as características pessoais de cada um que determinam a vocação, muito pelo contrário, o próprio profeta responde dessa forma: “Não sei falar, sou apenas uma criança...” (Jer 1, 6). Mas saiba: o Senhor não se importa se você tem potencial ou não, a partir do momento em que Ele nos chama, todo o potencial vem d’Ele.

Toda a graça da vocação de ser pai, de ser mãe, padre, missionário, freira, político, seja lá o que for, se é Deus quem chama toda a graça para executar a vocação vem d’Ele. Quem foi chamado só precisa responder a essa iniciativa amorosa de Deus, como Maria, que disse: “Eis-me aqui, faça-se a Tua Vontade”.

Pe. Carlos Menezes Junior

segunda-feira, 1 de julho de 2013

JMJ: Um sonho do coração de Deus

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Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984. Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las.

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985, continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e a mostrar o rosto de Cristo em cada jovem.

São eles, os jovens, os protagonistas desse grande encontro de fé, esperança e unidade. A JMJ tem como objetivo principal dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo.

A Jornada Mundial da Juventude, que se realiza anualmente nas dioceses de todo o mundo, prevê a cada 2 ou 3 anos um encontro internacional dos jovens com o Papa, que dura aproximadamente uma semana. A última edição internacional da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu mais de 190 países.

A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).

As JMJs tem sua origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo Papa João Paulo II clip_image002em Roma. O Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção aconteceu em 1984, na Praça São Pedro, no Vaticano. Foi lá que o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.

O ano seguinte, 1985, foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

 

Ide e fazei discípulos entre todas as nações! (cf. Mt 28, 19)

“A Jornada Mundial da Juventude em Madrid renovou nos jovens o chamado a serem o fermento que faz a massa crescer, levando ao mundo a esperança que nasce da fé. Sede generosos ao dar um testemunho de vida cristã, especialmente em vista da próxima Jornada no Rio de Janeiro”.

Essa convocação foi feita pelo Papa Bento XVI no anúncio do lema da Jornada Mundial da Juventude Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), durante a audiência geral no dia 24 de agosto.

Na ocasião a catequese foi dedicada a JMJ 2011, que havia terminado no dia 21 do mesmo mês. Bento XVI recordou com carinho a participação e a alegria dos cerca de dois milhões de jovens em Madrid, ao que ele chamou de “uma formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e de crescimento na fé: uma verdadeira cascata de luz.”

Por isso é tão importante que os jovens do Brasil e do mundo assumam desde agora esse chamado à missão e participem da Jornada como testemunhas vivas do Cristo.

“O que ganha o discípulo de Jesus? Ganha a pertença ao reino, ganha a certeza do amor de Deus, ganha a certeza de ser para os outros sinal de misericórdia e de amor. Ganha o levar e doar a paz do Senhor. São esses frutos e dons que o mundo muito precisa. O perdão, a misericórdia, a paz é que irão diminuir na sociedade, no mundo de hoje, a violência, a guerra, a corrupção, a maldade, tudo aquilo que tira a possibilidade do jovem crescer e colocar toda a sua riqueza e vitalidade a serviço da humanidade.”

clip_image002[5]No mandato final do texto de Mateus – “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, está um grande sonho antropológico de todos, de que o contato com o Senhor, a amizade com Ele, desperte o que cada um tem de melhor em si mesmo.

“Vivemos em um mundo onde há muitos desperdícios, perdas humanas, por falta de chance. O convívio com o Senhor desperta o que temos de melhor. O anúncio ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’ é um anúncio para a vida toda. Em nenhum momento podemos fazer um intervalo dele, porque ele supõe que aquele que é amigo do Senhor, pela sua vida, pelo seu estar no mundo, comunique aos outros a luz, a beleza e a alegria de ser discípulo do Senhor. Essa é a missão que a nossa Igreja precisa.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os Santos Juninos e as devoções populares.

Durante o mês de Junho celebramos diversos Santos, porém podem ser destacado três que receberam a denominação de Santos Populares, não por mera tradição, mas pelo fato de serem cultuados por grande número de devotos. Estes devotos por sua vez durante o mês junino fazem desabrochar gestos concretos de amor para com Deus através destes que testemunharam a Cristo com as suas vidas. Tamanha religiosidade popular pode servir para compreender melhor a utilização de sinais e gestos simbólicos que expressam um componente profundamente humano e ao mesmo tempo Divino, por isso a Igreja tem chamado a atenção para uma verdadeira integração entre a liturgia e a piedade popular, como nos vêm dizer a Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Liturgia e os exercícios piedosos “Os piedosos exercícios do povo cristão, conquanto conformes as leis e normas da Igreja, são encarecidamente recomendados, sobretudo quando são feitos por ordem da Sé Apostólica”. Estes Santos estimados pelo povo são: Santo Antonio de Pádua, celebrado no dia 13, São João Batista no dia 24 e São Pedro no dia 29, estes três Santos bem souberam se doar a Deus contribuindo assim para o projeto de salvação proposto por  Jesus Cristo.

clip_image002Santo Antonio de Pádua - Nasceu em Lisboa (Portugal) no século XII. Foi cônego regular na regra de Santo Agostinho, mas pouco depois da sua ordenação sacerdotal transferiu-se para a Ordem dos Frades Menores com a intenção de dedicar-se à propagação da Fé entre os povos, especialmente os povos da África. Porem o seu ministério foi consolidado na França e na Itália onde ele exerceu com excelentes frutos a sua pregação, convertendo muitos hereges, sendo assim intitulado de Terror dos hereges, foi Santo Antonio o primeiro professor de Teologia na sua Ordem, escreveu vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual, faleceu em Pádua no ano de 1231, sua língua que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada em Pádua num relicário. Foi intitulado pela Igreja como Doutor do Evangelho e Presbítero.

clip_image002[6]São João Batista - A Bíblia nos diz que Isabel era prima da Virgem Maria, e, elas tinham o costume de se visitarem. Numa dessas ocasiões, já grávida "quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João se reverencia e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto. Desta forma os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único Santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. Jesus falando de João Batista lhe tece o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher, alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Mt 11,11). Ele morre degolado sob o governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. 

clip_image002[8]São Pedro – São Pedro, cujo nome de nascimento era Simão, nasceu em Betsaida, na Galiléia. Filho de Jonas era pescador e casado. André, seu irmão, encontrou Jesus e comentou com Pedro a respeito do Messias. Simão quis conhecer Jesus, e este o elegeu como um de seus escolhidos, trocando seu nome para Pedro, que significa pedra. A partir deste dia, Pedro deixou de ser pescador de peixes para se tornar pescador de homens. Os primeiros 10 capítulos dos Atos dos Apóstolos descrevem a atuação marcante do apóstolo Pedro, o grande líder da comunidade cristã após a morte de Jesus. Integra Matias ao colégio dos Apóstolos para substituir Judas; faz o primeiro discurso no dia de Pentecostes, convertendo 3 mil pessoas; e realiza o primeiro milagre, curando o homem coxo. Também é ele o primeiro a ser preso como responsável pela nova religião e quem convoca o primeiro concílio dos apóstolos, tomando a palavra no conclave. Segundo a tradição, mais tarde Pedro foi para Antioquia, onde permaneceu sete anos na direção da Igreja, e de lá seguiu para Roma, onde permaneceu até a morte, em 29 de junho do ano 67 d.C, quando foi crucificado de cabeça para baixo por não se achar digno de morrer como o seu Mestre. Foi sepultado onde hoje está a maior igreja do mundo: a Basílica do Vaticano.

Que ao considerarmos a vida destes que se doaram integralmente e sem limitações a Cristo e seus ensinamentos, sejamos incitados a abraçar as coisas que não passam em perfeita união com Cristo Mestre Magno de todos nós, e possamos um dia jubilosos junto com eles cantar as glórias eternas do Cordeiro Santo de Deus.

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terça-feira, 26 de março de 2013

PAIS E FILHOS - Um diálogo possível

clip_image002Vivemos em uma época de constantes mudanças, em que estrutura familiar também é afetada. Na tentativa de incentivar os filhos e evitar um comportamento repressor, muitos pais sentem-se perdidos sobre quais medidas devem tomar ao educá-los. É importante que alguns princípios norteados sejam recordados, para uma educação saudável e fundamentada na realidade: Diga “não” à inversão de papéis. Filhos são filhos e pais são pais!

Os papéis não precisam se inverter. A vida familiar, como um todo, não deve girar única e exclusivamente em torno dos filhos em detrimento dos demais familiares e dos próprios pais.

Amar não significa atender a todos os desejos e anseios dos filhos. Muitos pais, não querendo que seus filhos enfrentem as dificuldades que eles mesmos viveram em sua infância, acabam por dizer “sim” a todos os desejos e caprichos. Criam, sem perceber, uma pessoa egocêntrica e arrogante, incapaz de lidar com respostas negativas e com a frustração.

Amar é, também, colocar limites. A frase “Nós amamos você, mas não concordamos com seus erros e vícios” precisa ser assumida por pais que queiram filhos maduros. O limite é educativo, pois tem implícito em si uma mensagem: você não é o centro do mundo!

Ninguém educa filhos saudáveis e autoconfiantes apenas com criticas. No entanto, somente com elogios e mimos, você não cria pessoas aptas a suportarem as contrariedades da vida. O segredo para uma boa educação dos filhos está no equilíbrio. São dois temperos que precisam ser bem dosados, constantemente.

Você educa mais com o exemplo do que com as palavras. No final de tudo, restará aquilo que você ensinou sem nada dizer: um gesto de honestidade, de fidelidade, de fé, de superação e de gratuidade tem o fantástico poder de moldar sadiamente o caráter de nossos filhos!

É sempre bom recordar: enquanto seus filhos estiverem sob seus cuidados, morando sob o mesmo teto, eles têm, sim, regras a obedecer. Horário para chegar, dizer aonde vão, quem são seus amigos e amigas. Informações básicas que, por mais que não agradem os filhos, fazem a diferença quando o assunto é cuidado integral. Eles podem até não concordar com tamanha preocupação, mas, lá adiante, quando tiverem seus próprios filhos e filhas, irão agradecer porque além se preocupou com eles. Afinal, quem ama, cuida, zela, aponta caminhos.

No entanto, não existem fórmulas mágicas na educação dos filhos. O que existe é a reta intenção de sempre acertar. O maior tesouro que você, como pai e mãe, poderá deixar a seu filho é a formação do caráter. Coisas materiais serão esquecidas com o passar do tempo, mas os ensinamentos que formam a mente e o coração permanecem para a vida toda como um tesouro de inestimável valor.

pe. Sérgio Jeremias de Souza - Revista Ave Maria (setembro 2012)

A PASTORAL FAMILIAR NA VIDA DA IGREJA.

clip_image002A Pastoral familiar é um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada por meio de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus. Abrange todas as famílias, independentemente de sua situação familiar, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa.

No Concílio Vaticano II começou-se a delinear na Igreja uma proposta inspiradora para os esforços da evangelização da família. Desde o início de seu pontificado, o Papa João Paulo II dedicou atenção especial à família. No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada na década de 80, onde foram realizados vários encontros nacionais com os representantes de alguns movimentos e serviços familiares. Em 1981, no IV Sínodo dos Bispos, foi promulgado a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a missão da família cristã no mundo de hoje. Desde então, foram realizadas muitas ações pela Igreja no Brasil, mas, percebe-se que a missão da Pastoral Familiar é muito mais ampla, urgente e indispensável. Atualmente, a pastoral familiar pode contribuir para que a família seja reconhecida e vivida como lugar não somente de sacrifício, mas também de realização humana, a mais intensa possível na experiência de paternidade, de maternidade, de filiação, como estrutura de um pertencer que desperte crescimento, maturidade, e proporcione satisfação (cf. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010, n. 129). Por isso, a família deve ser ajudada por uma pastoral familiar intensa e vigorosa (cf. Bento XVI, Discurso inaugural, Aparecida, 2007, n. 5).

A missão evangelizadora da Pastoral Familiar é a defesa e promoção da pessoa em todas as clip_image002[5]etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares. Para isso, é imprescindível promover articulações dentro e fora da Igreja, para defender a vida em todas as suas etapas e dinamizar e orientar ações em favor da família. A Pastoral Familiar possui quatro metas principais: Fazer da família uma comunidade cristã; Fazer com que a família seja santuário da vida; Resgatar para a família seu justo valor de célula primeira e vital da sociedade; Tornar a família missionária e Igreja doméstica. A Pastoral Familiar constrói sua organicidade buscando estabelecer cooperação com outras iniciativas da Igreja, no estilo Corpo de Cristo. É uma pastoral bastante abrangente, inclui o casal, os filhos, os parentes, a comunidade e a sociedade. Por isso, deve trabalhar com as outras pastorais, porque tudo parte da família e, ao mesmo tempo tudo se dirige à família, é voltada para a família, "um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora". E, nela todas as pessoas têm lugar, todas as pastorais, movimentos, serviços e institutos, de uma maneira ou de outra, têm sua contribuição a dar, como também sua contribuição a receber. A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar os relacionamentos, e formar cidadãos. Já dizia João Paulo II que "o futuro da humanidade passa pela família". Isso significa que na medida em que descuidamos dessa instituição básica da sociedade que é a família, na medida em que não a reconstruirmos e fortalecermos, na medida em que a deixamos ir à deriva e não lhe dermos condições ótimas de cumprir sua vocação e sua missão, nessa medida, o futuro da humanidade fica ameaçado. A família é essencial para construir um futuro digno para a sociedade humana. A verdade é que tudo passa pela família. Para o ser humano, tudo se inicia na família. Ali são postos os fundamentos sobre os quais se constrói a vida de cada um. Na medida em que esta passagem pela família for desastrosa, também o futuro será desastroso e na medida em que esta passagem for positiva, educadora, personalizada, socializadora, o futuro será bom (CNBB, Encarte do Boletim Semana, 21/08/2003, n. 694). Participe da Pastoral Familiar de nossa comunidade. Próxima reunião será dia 10 de abril às 20:00h, no Centro de Pastoral.

Pastoral Familiar